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Vereador é preso em operação contra braço financeiro de facção criminosa que movimentou R$ 500 milhões

Vereador é preso em operação contra braço financeiro de facção criminosa que movimentou R$ 500 milhões. Redes sociais/Reprodução O vereador José Wede...

Vereador é preso em operação contra braço financeiro de facção criminosa que movimentou R$ 500 milhões
Vereador é preso em operação contra braço financeiro de facção criminosa que movimentou R$ 500 milhões (Foto: Reprodução)

Vereador é preso em operação contra braço financeiro de facção criminosa que movimentou R$ 500 milhões. Redes sociais/Reprodução O vereador José Weder Basílio Rabelo (PP) foi preso, nesta terça-feira (5), durante uma operação contra o braço financeiro de uma facção criminosa, responsável por movimentar R$ 500 milhões. Weder Basílio é o sexto parlamentar de Morada Nova preso em 2026. Os outros cinco foram capturados em operação contra financiamento de campanhas eleitorais por facção. Em nota, Igor Cesar Rodrigues, advogado de defesa do vereador, lamentou "não ter tido acesso sequer ao conteúdo da decisão de prisão, muito menos aos autos do inquérito. Enquanto isso, verifica-se um amontoado de notícias e entrevistas sobre o caso, inclusive pelo delegado responsável" (veja abaixo a nota de posicionamento na íntegra). Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp A operação realizada nesta terça mirou o braço financeiro que tem atuação no Ceará e Minas Gerais. Batizada de Operação Consorte, a ação ocorreu em municípios cearenses e em Belo Horizonte, com o cumprimento de mandados judiciais e a mobilização de mais de uma centena de agentes. LEIA TAMBÉM: Cinco vereadores de Morada Nova são presos em operação contra financiamento de campanhas eleitorais por facção Trio é preso suspeito de aplicar golpe interestadual milionário falsificando documentos de servidores públicos Em março, cinco vereadores de Morada Nova foram presos durante a "Operação Traditori", deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco-CE), para combater uma organização criminosa envolvida no financiamento ilícito de campanhas eleitorais na cidade do Vale do Jaguaribe. O g1 apurou, com fonte da Câmara de Morada Nova, que os vereadores presos são: Hilmar Sérgio Pinto da Cunha (PT) - presidente da Câmara de Morada Nova; Lucia Gleidevania Rabelo - Gleide Rabelo (PT) - secretária da mesa diretora da Câmara; Claudio Roberto Chaves da Silva - Cláudio Maroca (PT); José Regis Nascimento Rumão (PP) e José Gomes da Silva Júnior - Júnior do Dedé (PSB). Em nota enviada pelo advogado de defesa do vereador Hilmar Sérgio, Fernandes Neto, o parlamentar diz que "manifesta surpresa diante da decisão judicial e declara não ter qualquer vínculo com organizações criminosas. Servidor público e militante político há quase 30 anos, residente de Morada Nova durante toda a vida, espera ter acesso aos autos para comprovar sua inocência. Confia na Justiça divina e na Justiça dos Homens". A defesa dos demais vereadores não foi localizada na época da prisão. Movimentação de R$ 500 milhões Cinco presos em operação integrada contra o crime organizado Segundo os investigadores, foi identificado um fluxo financeiro superior a R$ 500 milhões, indicando o uso de mecanismos sofisticados para ocultação e dissimulação de recursos ilícitos. Ao todo, participam da ofensiva 108 policiais federais e civis, distribuídos em 27 equipes operacionais. Estão sendo cumpridos 27 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão, expedidos pela 93ª Zona Eleitoral. As diligências ocorrem em Fortaleza, Aquiraz, Morada Nova, Jaguaribara, Ibicuitinga, além da capital mineira. A investigação é um desdobramento da Operação Traditori, que já havia resultado na prisão de agentes políticos da região investigada. Nesta nova fase, o foco é atingir a estrutura financeira do grupo, com apuração de crimes de lavagem de dinheiro e outros delitos correlatos. Lavagem de dinheiro Operação mira braço financeiro de facção que movimentou meio bilhão de reais. PF/Divulgação De acordo com as investigações, o grupo utilizava um esquema ainda não detalhado para lavar dinheiro proveniente de atividades ilícitas, com ramificações em outros estados além do Ceará. Segundo a Polícia Federal, a operação desta terça busca aprofundar a identificação desses mecanismos e interromper o fluxo financeiro da organização. A ação é coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco), que reúne diferentes órgãos de segurança pública, incluindo as polícias Civil, Federal, Militar e Rodoviária Federal, além de instituições periciais e administrativas. Veja na íntegra a nota da defesa de Weder Basílio "A defesa lamenta não ter tido acesso sequer ao conteúdo da decisão de prisão, muito menos aos autos do inquérito. Enquanto isso, verifica-se um amontoado de notícias e entrevistas sobre o caso, inclusive pelo delegado responsável. Todas as providências jurídicas serão tomadas não só para revogar a prisão ilegal, mas, sobretudo, para esclarecer fatos que, apesar de tratados como certos, ainda estão sob apuração. É um absurdo que a atividade empresarial por si só esteja sendo tomada como um crime, tão somente em razão da movimentação de altos valores financeiros. Importante ressaltar que, há poucos meses, outro pedido de prisão havia sido negado. A defesa confia que a justiça será restabelecida em breve, não obstante nada devolva ao investigado os dias que passará preso ilegalmente." Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

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